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Venezuela: o anti-exemplo

Morei na Venezuela em 1993, que era um país extraordinário, onde fui muito bem acolhido. Por isso, lamento muito ver no que se tornou este país, resultado da filosofia adotada por Hugo Chávez e seu herdeiro político, Nicolas Maduro.

Neste momento, jovens morrem nas ruas em manifestações que pedem a mudança do governo, enquanto a inflação ultrapassa a casa dos 56% e devora o poder de compra de uma população cada vez mais miserável, mal educada, com serviços públicos medonhos, ao mesmo tempo em que a violência urbana explode. Nos noticiários controlados pelo governo, a notícia é pintada de outra forma.

Como sempre, o governo se diz vítima de um golpe, não assume sua responsabilidade por seu fracasso, já que o papo que existe uma conspiração vinda dos EUA não cola mais para a população.

Tenho amigos nos EUA que receberam asilo político por terem sido ameaçados por agentes do governo e tiveram familiares mortos e perseguidos em sua própria pátria. É sempre assim que esses governos que engrandecem a máquina pública e retiram as liberdades individuais agem, como já vimos e vemos em Cuba e China, dentre outros redutos da mesma filosofia.

É muito importante aprendermos com os erros de nossos vizinhos para não seguirmos o mesmo caminho que eles. Depois, não adianta mais lamentar.

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