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Os olhos de quem já perdeu a esperança

Não há brilho, nem convicção. É opaco e com olheiras ao redor. Tem uma mistura de raiva e revolta, somados com culpa e remorso, temperados com requintes de depressão. Mas, lá no fundo, bem lá no fundo, ainda há uma centelha quase esquecida, deixada de lado, onde ainda há o sopro da vida.

Com a decisão certa, o que parece impossível, em segundos, inflama-se, renova-se, consumindo vorazmente toda amargura. Esse fogo traz um brilho nunca antes visto, que jamais poderá ser ignorado por quem quer que seja. Eu já vi cegos enxergarem, mortos reviverem e o desprezado tornar-se o grande exemplo a ser seguido. Vi isso muitas vezes nos últimos 20 anos.

Esse processo é mesmo instantâneo como descrevi. Ou, então, impossível de ser alcançado, quando o defunto recusa-se a se levantar do caixão, onde, neste caso, ficará pelo resto da vida.

Acabei de escrever isto especialmente para você. Hoje é o seu dia. Nada mais será como antes. Você já sabe o que fazer. Tenho a certeza disso!

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