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Vou te contar uma coisa…

Eu já tive vontade de desistir, já duvidei se seria capaz, já chorei sozinho no meu quarto, já me senti pequeno, já achei que porque me vestia mal e não tinha grana eu não seria aceito pelas pessoas, já tive dúvidas sobre meu futuro, já me achei feio, sem graça, já me senti inferior, já tive vergonha de onde morava, já olhei ao meu redor e pensei que jamais sairia do lugar. Um dia, ter um fusca foi meu objeto de desejo, conseguir comprar um presente para Luciana nas Lojas Americanas era um desafio, andar de ônibus cheio por horas era um suplício.

Apesar de todas essas dificuldades, fui criado no meio de gente muito mais pobre do que eu, em regiões extremamente carentes, em trabalhos voluntários de meus pais. Frequentemente, era visto como filho de pai rico, ou melhor, um filho que pelo menos tinha um pai. Aprendi a respeitar essas pessoas, a compreender seus conflitos, a presenciar suas contradições, seus sonhos e complexos.

Um dia, aprendi a vender. Ganhei meu primeiro dinheiro. Alguém me disse que eu tinha potencial e eu acreditei. Decidi acreditar. Eu me perguntava: “Por que as pessoas não se libertam da vida limitada que têm atreladas a um salário? Por que elas não vendem um produto?” Na época eu nem sabia o que era empreendedorismo.

Todas as minhas dúvidas foram canalizadas numa decisão de trabalhar forte pra realizar meus objetivos. Foi duro. Faria tudo de novo.

Que objetivos tinha na época? Nada nem perto do que vivo hoje. Fui conhecendo, passo a passo, ao longo dos anos. Não tinha muitos referenciais. Então eu pensava apenas no próximo passo, quando conseguia enxergar o próximo desafio. Ninguém me contou, não li em livros, apenas vivi.

Então, essa é a verdade por trás de meus textos. Entendo perfeitamente suas dúvidas e seus medos. Já passei por esse caminho. Por isso, eu sei que posso ajudar, ainda que seja com um simples apoio moral.

É por isso que estou aqui todos os dias.

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