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Sobre Fidel, Cuba e Miami

Morreu um revolucionário que derrubou uma ditadura. Um revolucionário que, em seguida, também virou um ditador. Morreu um ditador que executou incontáveis opositores. Um ditador com um sonho de implantar a igualdade.

Um ditador que por desconhecimento de conceitos econômicos, afundou sua ilha na pobreza. Morreu um ditador que viveu com toda riqueza, governando uma ilha pobre. Morreu um símbolo, um mito e um referencial para candidatos a ditadores latino-americanos.

Sua morte foi comemorada por milhares de cubanos que saíram pelas ruas de Miami. Na ilha, todos sabiam ler, mas poucos tinham dinheiro para comprar um livro. Todos tinham acesso a boa medicina, mas racionavam sua comida para sobreviverem.

Todos tinham acesso a esporte, o que lhes davam a chance de fugir durante as competições. Nem todos sabiam nadar, mas isso não os impedia de tentar atravessar o Mar do Caribe numa balsa.

Morreu Fidel Castro. Um homem marcante, um mito, amado e odiado por muitos, que levanta debates contra e a seu favor, um referencial para uns e um personagem repugnante para outros.

Não importa de que lado você esteja, uma coisa não é possível negar: morreu um ditador.

Cubanos de Miami

Juanita Castro, irmã de Fidel, que mora em Miami – onde também mora uma das filhas do comandante da revolução – está nos EUA desde 1964, onde vive no exílio e fez várias denúncias públicas a respeito do regime que matou milhares de seus opositores.

Segundo a AFP, Juanita não comparecerá ao funeral de Fidel por não pretender pisar na ilha até que se encerre o regime de seus irmãos. Enquanto isso, a festa realizada pelas centenas de milhares de cubanos que vivem em Miami continua. Um deles, proprietário de uma loja de automóveis fez uma promoção em comemoração à morte de seu compatriota ditador: na compra de um carro zero, 15 mil dólares de desconto por conta da casa. Curiosamente, esse desconto de 15 mil dólares dado pelo cubano que mora nos EUA é equivalente a 31 anos de salários mínimos acumulados de um trabalhador na ilha.

“Fui muito sortudo de chegar aos Estados Unidos e conseguir o sonho americano. Minha esperança é de que um dia os cubanos possam experimentar as mesmas liberdades lá”, disse o cubano Arnaldo Bomnin a um jornal do Sul da Flórida.

A população de Cuba é bastante amável. Gente simples, alegre e resiliente, que aprendeu a viver pacificamente como um canário cantante, preso numa gaiola.

O funeral de Castro vai levar 9 dias. Já que pelo visto esse tema deve permanecer quente nos próximos dias, vou aproveitar para publicar informações relevantes sobre a longa carreira do ditador, sobre a qualidade de vida limitada com a qual vivem cerca de 11 milhões de cubanos na ilha e sobre como vivem os quase 1 milhão de cubanos que vivem nos EUA.

Cuba libre

Se Cuba abandonasse seu modelo de ditadura comunista teria grandes chances de se tornar um país muito rico em menos de uma década. Motivos:

1. Grandes reservas de petróleo
2. Grande produtor de etanol com potencial de exportação
3. Disparada do mercado imobiliário, com a volta da propriedade privada
4. Fortíssimo potencial turístico e hoteleiro
5. Entrada de capital estrangeiro para investir e desenvolver oportunidades de negócios
6. O retorno de cubanos ao país com seu patrimônio
7. Posição portuária estratégica
8. Uma população pequena, o que proporcionaria uma altíssima renda per capita. Se isso acontecesse, a qualidade de vida da população melhoraria muito Liberdade vale mais do que igualdade.

Ninguém é igual a ninguém, a menos que seja pelo uso da força. Logo, para impor a igualdade utópica, seria preciso limitar a liberdade. O efeito colateral será o empobrecimento médio de todos.

Vamos continuar torcendo pela libertação de Cuba!

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