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O novo mercado de comunicação

Em 2002, em cada 10 TVs ligadas no Brasil durante a Copa, 9,5 estavam sintonizadas na Globo. Nesta Copa, até agora, a participação da emissora caiu para 6 em cada 10, uma queda de mais de 30%. Em outras palavras, de lá para cá, a Globo perdeu praticamente 1/3 de sua audiência.

O curioso é que a tabela de preços de publicidade na emissora nunca cai. Só sobe. Como cliente tem preguiça de pensar e muitos diretores de marketing têm medo de sair do quadrado (e de perder o emprego), eles acabam deixando essa tarefa para as agências de publicidade, que – por sua vez – ganham 20% sobre a veiculação, ou seja, sobre tudo que o cliente gasta com publicidade na emissora.

Esse cenário representa muito bem aquela imagem de uma raposa (agência) sendo a chefe da segurança do galinheiro (cliente).

E agora, quem poderá nos salvar? Sim, é ela, a justiceira do século XXI, a única com o poder de acabar com essa farra: a Internet.

Agora é só esperar uma nova safra, uma nova geração de profissionais de comunicação povoar as empresas, veículos e a nova espécie mais evoluída de agências de publicidade, que ainda está para surgir.

Enquanto isso, os empreendedores que tiverem uma maior visão e disposição de pensar fora da caixa vão nadar de braçada nesse novo mercado carente de conteúdo e de projetos que atendam o apetite voraz dos mais de 100 milhões de usuários que a internet brasileira tem (Fonte: Ibope).

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