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A gaivota que não pesca e a sociedade brasileira

Hoje, na hora do almoço, observei que uma gaivota pousou ao lado das mesas do restaurante. O que me chamou atenção é que ela não tinha medo das pessoas. Fiquei um pouco desconfiado com este comportamento e coloquei o prato ao meu lado com um camarão e fiquei a postos com a câmera de meu celular. Não deu outra: a gaivota deu o bote e abocanhou o camarão.

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Percebi em seguida que a gaivota voltou para sua posição, à espera de mais uma oportunidade em outra mesa e assim ficou por mais de 2 horas, durante todo o tempo que eu fiquei no restaurante, até a hora em que fui embora.

Logo atrás da gaivota vemos o exuberante Oceano Atlântico. Um manancial inesgotável de peixes e camarões. A pergunta que não quer calar é: por que a gaivota, em vez de pescar no Oceano, prefere passar as tardes ao lado das mesas deste restaurante todos os dias? A resposta é simples. Porque é muito mais cômodo ficar na aba dos clientes do restaurante do que ter o trabalho de pescar.

Essa gaivota está optando pelo que lhe dá um menor trabalho e está deixando de lado sua natureza e vocação natural de uma ave caçadora para se tornar uma ave dependente, sem iniciativa e dignidade, optando por receber facilmente as migalhas dos clientes de um restaurante. Se este restaurante fechar suas portas, essa gaivota talvez tenha enormes dificuldades para voltar a empreender sua caça diária para garantir sua sobrevivência.

O que este episódio tem a ver com a vida da sociedade brasileira? Tenho a certeza de que você fará uma excelente reflexão.

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